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terça-feira, 31 de março de 2015

Ranking atualizado de sócios-torcedores, projeções e recordes

Ranking de Sócios-Torcedores:

1° Internacional - 130.204
2° Palmeiras - 105.714
3° Corinthians - 86.498
4° Grêmio - 81.450
5° Cruzeiro - 69.146
6° Santos - 57.593
7° Flamengo - 55.585
8° São Paulo - 53.649
9° Atlético-MG - 40.833
10° Bahia - 24.021

Torcedômetro por Estado:

1° SP- 343.723
2° RS - 223.977
3° MG - 111.368
4° RJ - 107.067
5° BA - 32.165
6° SC - 30.082
7° PE - 22.354
8° CE - 17.232
9° RN - 5.048
10° PR - 3.152

Projeção - 31/12/2015 (Com base nos últimos 6 meses)

1° Palmeiras - 199.300
2° Internacional - 139.392
3° Corinthians - 135.935
4° Grêmio - 84.808
5° São Paulo - 84.568
6° Cruzeiro - 78.068
7° Santos - 59.057
8° Flamengo - 53.468
9° Atlético-MG - 52.895
10° Bahia - 24.021

Recordes anuais:


1° Flamengo             59.021                       (2013)
2° Palmeiras             41.267                       (2015)
3° Cruzeiro               40.190                       (2013)
4° Internacional        29.226                       (2013)
5° Palmeiras             28.988                       (2014)
6° Palmeiras             25.933                       (2013)
7° Corinthians          21.588                       (2014)
8° Corinthians          21.459                       (2015)
9° Atlético MG        21.135                       (2013)
10° Cruzeiro            20.130                       (2014)

Fonte consultada: Histórico Futebol Melhor

segunda-feira, 30 de março de 2015

Análise das Seleções Principal, Olímpica e Sub-17

Neste domingo (29), teve três atuações da Seleção Brasileira - Principal, Olímpica e Sub-17. A seleção comandada por Dunga venceu o Chile por 1 a 0, com gol de Roberto Firmino. Já a seleção olímpica apenas empatou com o México em 0 a 0. E a seleção Sub-17 foi campeã do Sul-Americano Sub-17, mesmo perdendo para a Colômbia por 1 a 0.

Brasil x Chile

Foi o último teste do Brasil antes da convocação para a Copa América, que será disputada em Junho e Julho, no Chile. A convocação vai acontecer em Maio, em data ainda a ser definida. Dunga quis testar todos os jogadores. Alguns atletas já sabem que irão disputar o torneio. Porém restam algumas vagas.

O primeiro tempo foi muito truncado e disputado. O Chile teve mais posse de bola, mas não conseguiu criar muitas chances. O Brasil marcou mais recuado na maior parte do tempo, mas também não conseguiu puxar muitos contra-ataques. Numa rara jogada trabalhada pela equipe de Dunga, Marcelo encontrou Douglas Costa livre dentro da área, mas o meia chutou mal e mandou longe do gol.

Na segunda etapa, o Chile manteve a maior posse de bola, porém não tinha poder de finalização. A seleção brasileira dava espaços. Dunga decidiu modificar a equipe. Deu certo. Aos 26 minutos, a defesa do Chile deixou Danilo livre para descolar um belo lançamento para Roberto Firmino. O atacante recebeu na área, driblou o goleiro e tocou para o fundo das redes. 

O Brasil manteve o 100% de aproveitamento na segunda passagem de Dunga pela seleção. São oito vitórias em oito jogos, com apenas dois gols sofridos nessa sequência. Porém não é para se comemorar. Ainda não temos padrão de jogo e, muito menos, forma. A seleção só consegue finalizar em roubadas de bola no campo adversário. Falta construção, um meia que dê criação e mobilidade. 

Brasil x México

Embalado após vencer com propriedade o Paraguai por 4 a 1, Gallo optou por modificar toda a equipe. Queria observar o padrão de jogo que a seleção obteria contra o México. O Brasil começou o jogo afobado e errando muito. Gustavo Henrique falhou na entrada da área, Torres roubou a bola, avançou e chutou para defesa de Jean. 

Aos poucos, a seleção brasileira equilibrou a partida, mas não criou grande chance de gol. Os primeiros 45 minutos foram monótonos. Tanto que ao término da primeira etapa, os mais de 10 mil torcedores vaiaram o desempenho da seleção. 

Para o segundo tempo, Gallo colocou a equipe titular. Após as entradas de Alisson, Lucas Silva e Felipe Anderson, o Brasil teve mais posse de bola e criação. Finalizou com Anderson Talisca e com o próprio Felipe Anderson, entretanto sem acertar o alvo. A aposta mexicana foi na bola parada, que preocupava a zaga brasileira. Porém Jean fez boas defesas, segurando o fraco 0 a 0. 

Brasil x Colômbia

Antes mesmo de entrar em campo, o Brasil já sabia que era campeão do Sul-Americano sub-17, disputado em Luque, no Paraguai. Talvez isso fizesse com que a seleção relaxasse em campo e não mostrasse nenhuma grande chance nos primeiros minutos. 

Depois do intervalo, a Colômbia balançou a rede aos 14min. Aproveitando bobeira da defesa brasileira em reposição de bola (falha comum durante a competição) Edwin Cetré percebeu o goleiro Juliano adiantado e encobriu, fazendo um belo gol por cobertura. 

O título conquistado neste domingo foi o 11º da história do Brasil no torneio. Mas não é algo para ser exaltado. A seleção teve momentos de oscilações e se perdeu durante o torneio. Caio Zanardi teve competência para colocar os pés no chão e fazer com que a seleção jogasse apenas para o gasto. 

sexta-feira, 27 de março de 2015

Das três divisões do Campeonato Paulista, Francana é quem faz a pior campanha; Marília é o segundo

O Campeonato Paulista possui quatro divisões. A quarta divisão, que é chamada pela FPF - Federação Paulista de Futebol - de Segunda Divisão, ainda não começou. Somadas nas três divisões, temos 60 equipes. E quem faz a pior campanha é a Francana, que disputa o Paulistão Série A3.

A equipe soma apenas dois pontos em 14 jogos. São dois empates e 12 derrotas. Marcou apenas nove gols e sofreu 35, sendo a defesa mais vazada do Campeonato Paulista. Está na última colocação da Série A3 e o rebaixamento já é inevitável. Ainda restam 6 jogos - 18 pontos para serem conquistados. A primeira equipe fora da zona de rebaixamento é a Itapirense, que tem 16 pontos, 14 a mais que a equipe de Franca. Uma simples derrota para o Tupã neste domingo (29) o rebaixamento estará 100% confirmado.

No Paulistão A2, quem faz a pior campanha é o Guaratinguetá. Em 12 jogos realizados, a equipe venceu apenas uma e perdeu outras onze. Apenas três pontos somados. A equipe tem 17 gols marcados e 32 sofridos. As chances são remotas para se livrar de um novo rebaixamento. Porém está mais simples, se comparado com a fase da equipe francana.

Por sua vez, na primeira divisão do Paulista, quem faz a pior campanha é o Marília. Em 12 jogos disputados, não venceu nenhum. São apenas dois empates e dez derrotas. Cinco gols marcados e 27 sofridos.

As três equipes citadas neste post passam pelo mesmo problema: dificuldade financeira. Ambas vivem com os salários atrasados. A diretoria do MAC - Marília Atlético Clube - conseguiu a liberação junto a Justiça de cerca de R$ 300 mil para abater a dívida, valor referente a cota de TV.

Porém pouco mudou. Alguns jogadores, que chegaram em janeiro, possuem apenas 25% de janeiro e o mês de fevereiro em atraso. Alguns, que treinam desde novembro, ainda estão há três meses sem receber.

No jogo contra o Corinthians, realizado na Arena Corinthians, nenhum hotel quis hospedar os jogadores. E como não tinham almoço, tiveram que comer duas horas antes do jogo um simples lanche no bar mais próximo ao estádio.

Já em Franca, a empresa de marketing, Foot Star, que vinha investindo no clube, anunciou o rompimento do acordo e não arcará mais com as despesas da equipe na competição. O clube ainda informou que o rompimento da parceria se deu devido à falta de pagamento de salários por parte da empresa, que alegou estar sem dinheiro para arcar com as despesas. Como o campeonato não é transmitido por nenhuma emissora de TV, o clube não tem direito às cotas, dificultando ainda mais no processo.

Em Guaratinguetá, nada é divulgado abertamente à imprensa. Mas o que se sabe é que em 2014 a equipe passou pela mesma situação, tendo caso de jogadores que ficaram até cinco meses sem receber.

Salários atrasados não é um problema exclusivamente das equipes do interior. Essa deficiência vem sendo percebida até nas equipes de maiores porte, casos de São Paulo e Corinthians.

E como comentei sobre o refinanciamento feito pela Presidente Dilma Rousseff, é preciso aprender a pagar as contas. Os mandatários terão mais uma facilidade, já que esse refinanciamento é facultado. O futebol brasileiro precisa de responsabilidade.

Leia mais! Dilma anuncia MP do Futebol

quinta-feira, 26 de março de 2015

Palmeiras faz melhor partida em 2015; São Paulo mostra apatia

Luis Moura/Gazeta Press
Velocidade, marcação pressão, alto nível de concentração e, principalmente, intensidade. Foi assim que o Palmeiras ditou o ritmo do jogo e venceu o São Paulo por 3 a 0.

Os primeiros minutos do clássico já demonstravam quem poderia sair vencedor. E obviamente era o clube comandado por Oswaldo de Oliveira. Jogando com três atacantes, Dudu, Cristaldo e Rafael Marques, o Palmeiras pressionava muito a saída de bola do São Paulo, algo que raramente acontece com o clube alviverde, uma vez que nos últimos jogos faltaram pressão e intensidade nas saídas de bola do adversário.

E o gol aos três minutos aponta claramente essas características. O erro de Rogério Ceni ao chutar a bola, fez com que a mesma caísse nos pés de Robinho, que estava a 40 metros da meta são-paulina. Robinho teve inteligência, frieza e espírito ousado. Dominou a bola no peito, esperou quicá-la no gramado e chutou, encobrindo Rogério e marcando um golaço!

Com o placar favorável, o Palmeiras apenas fazia o que sabe de melhor: trocar passes. E foi nessa troca de passes, que, aos 9 minutos, Dudu, ao fazer a passagem, acertou Tolói com uma cotovelada. O zagueiro do São Paulo não deixou barato e revidou. Foi expulso e o 4-4-2 do São Paulo se desmanchou de vez contra o 4-2-3-1 do alviverde, com Dudu, endiabrado, e Robinho invertendo.

Após a expulsão, Ganso, anulado em campo, tornou-se volante. O time ficou ainda mais lento: lento pra defender, lento pra atacar. Muricy observou e quis recompor a zaga. Sacou Alexandre Pato e colocou Edson Silva. Pouco mudou. O Palmeiras tornou o Tricolor ainda mais lento e aberto devido à algo que Oswaldo de Oliveira tem competência para trabalhar: as viradas de jogo. Foi assim com Lucas e Zé Roberto, dois laterais que fizeram com eficiência esse tipo de lance.

O segundo gol palmeirense não demorou a sair. Dudu, um dos melhores em campo, carregou a bola até a linha de fundo, fez o passe. A bola passou por Robinho, mas não por Rafael Marques, que ampliou em chute cruzado. Os 2 a 0 mostram como a estratégia alviverde enganou o São Paulo: dava a bola de propósito, deixava a equipe passar do meio-campo, chegar com perigo pela linha de fundo. E isso irritou Oswaldo de Oliveira, que pediu para a equipe gastar a bola e diminuir os espaços.

A comissão técnica em conjunto com os analistas de desempenho organizam um 4-2-3-1 posicional, que recupera a posse de bola rapidamente, mas que trabalha bem a bola antes de finalizar. Aplicação perfeita. Tite, treinador do Corinthians, utiliza este método. Não quero comparar Corinthians e Palmeiras. Apenas é para deixar claro que Oswaldo de Oliveira provou deste veneno no clássico realizado no mesmo Allianz Parque.

Muricy colocou Centurión aberto pela esquerda no lugar do cada vez mais vagaroso Ganso. O comandante Tricolor queria velocidade, infiltração, passes rápidos e finalização. Mas novamente foi engolido pela vantagem numérica, vontade, inteligência e organização alviverde.

Oswaldo colocou Gabriel Jesus, porém manteve o 4-2-3-1 com muitas trocas de posição. Em um 4-2-3-1 é essencial que um dos pontas seja um jogador agudo, que entre na diagonal. Dudu não possui essa característica: é um jogador que retém a posse, gira a bola e espera o momento exato para agredir. Rafael Marques possui. E foi nessa diagonal, que ele fez o terceiro gol palmeirense.

Arouca e Gabriel, dupla de volantes, recuperaram a segunda bola e protegeram-a. Dudu fez o movimento de diagonal, característica que não lhe é comum, para a área. Zé Roberto recebeu, teve tempo de pensar a jogada e cruzou. Rafael Marques, infiltrado entre Edson Silva e Denílson, ficou livre, sem marcação, para correr em direção a bola e marcar.

Foram 417 passes contra 305 do São Paulo e 22 desarmes, o dobro do rival. São Paulo não finalizou uma vez sequer. Foi assim contra o Corinthians pela Libertadores. Outro clássico de improdutividade da equipe são-paulina. Apática, fria, sem movimentação. Muitos erros. E ficou ainda pior quando perdeu seu melhor jogador em campo: Michel Bastos, expulso.

Palmeiras fez a sua melhor partida em 2015 até aqui. Foi um time versátil, rápido, envolvente. Colocou o São Paulo no bolso. Um time que não teve jogadores em suas posições fixas. Vimos os três atacantes atuando como meias passadores e protegendo, em alguns momentos, a defesa, deixando o São Paulo sem reação.

Se o Paulistão é um laboratório para o que realmente vale na temporada, o jogo de hoje era um simulado das provas finais. E o Palmeiras gabaritou. O São Paulo terá uma prova de recuperação. Tem que estudar mais, se preparar mais. Foi anacrônico. Muricy está apático, atordoado. E não é para menos. Sentiu a falta de intensidade em mais um clássico.

terça-feira, 24 de março de 2015

A difusão da palavra 'dibre' precisa ter fim

Para ter uma palavra difundida, é necessário ter uma pessoa por detrás disso. Atualmente, alguns termos ditos por jovens, que não apresentam nenhum significado pertinente, viram febre por conta da divulgação. Foi assim com a palavra do momento: 'dibre'. É uma afronta à Língua Portuguesa.

E quem está por trás disso é Ronaldinho Gaúcho, que hoje joga no Querétaro, do México. Todos sabem, ou pelo menos deveriam saber, que o correto a ser dito é drible, que é a ação de desvencilhar-se do adversário.

O termo 'dibre' não teve nenhum momento de glória nos últimos anos, até porque é um erro absurdo. Mas sempre tem um "gênio" que quer ganhar popularidade. Como Ronaldinho, gênio apenas dentro das quatro linhas, não tem status tão significativo no futebol mexicano, decidiu utilizar da popularização desse termo.

Numa rede social, o camisa 10 apenas postou o termo, e após isso o fluxo de menção à palavra aumentou de forma astronômica.

Esse fluxo de citação à palavra me assusta. Em tempos em que se luta por uma educação melhor, com alunos frequentando às escolas e os seus pais querendo que elas aprendam a falar corretamente, surge esse termo para cair por terra toda a ideologia que vinha sendo plantada. Não é engraçado ensinar a falar errado.

O futebol cria suas próprias palavras para definir os seus próprios conceitos. Mas isso é errado. Pois quando se começa a falar errado, a influência da má-escrita começa a aparecer.

Que esse termo pare de ser difundido. O desenvolvimento de um país passa pela educação, pois através dela atingem-se melhores desempenhos na área tecnológica, industrial e, principalmente, cultural.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Fifa arrecada R$ 16 bilhões na Copa do Mundo no Brasil. O que ganhamos?

Quando o Brasil foi escolhido o país-sede para abrigar a Copa do Mundo de 2014, já se imaginava o quanto de prejuízo o País teria, e o quanto de lucro a Fifa teria. Pois bem. A conta chegou. A Fifa teve um lucro recorde com a realização da Copa do Mundo no Brasil, no ano passado. Com a realização do torneio no país, a entidade arrecadou 5 bilhões de euros (cerca de R$ 16,3 bilhões). Somente nos três primeiros anos do ciclo brasileiro, a receita da entidade bateu US$ 3,6 bilhões. Todos os envolvidos no evento sabiam que o valor arrecado seria muito maior, porque o último ano costuma ser sempre o mais lucrativo. Mas como isso funciona exatamente?

A maior parte do dinheiro vem das emissoras de televisão que compram o direito de transmitir a competição e suas eliminatórias. Em 2013, US$ 630 milhões, 45% do total, vieram desta fonte de receita. Destes US$ 630 milhões, 50%, vem de canais europeus, enquanto asiáticos representam 25%, latino-americanos, 15%, e norte-americanos, 11%. Isso dá uma boa noção de quem gosta mais de assistir aos jogos de futebol, afinal as TVs gastam bem mais dinheiro para atender à demanda.

Em seguida, na ordem de maiores financiadores da Fifa, estão os patrocinadores. Foram US$ 412 milhões recebidos em 2013 de empresas que pagaram para poder se associar aos eventos e ter pacotes de ingressos para fazer promoções, entre outros benefícios.

Neste ponto, a entidade criou três cotas. A primeira é de “parceiros” que estão não só na Copa, mas em todos os eventos Fifa: Mundial de Clubes, competições de categorias de base, etc. Eles pagaram US$ 177 milhões, 44% do total da área de marketing. Em seguida, vêm os patrocinadores da Copa especificamente, que gastaram US$ 131 milhões, equivalentes a 33%, em 2013. Por último, há os apoiadores nacionais, empresas do país-sede que patrocinam o torneio para poder explorá-lo exclusivamente dentro do país. Essas pagaram US$ 46%, 11% do total. O restante do marketing corresponde a fan fests e outros eventos.


Bilionária e sem pagar impostos no Brasil, a Fifa distribuiu prêmio recorde às 32 seleções. Será mais de R$ 1 bilhão, o maior da história das Copas. Na Alemanha, em 2006, o prêmio total foi de R$ 570 milhões. O Mundial de 2002, vencido pelo Brasil, distribuiu apenas R$ 320 milhões. Valcke afirmou que serão gastos aproximadamente R$ 3,3 bilhões na organização da competição e o restante será distribuído para "desenvolver o futebol".

Por falar em Mundial de 2002, temos que abrir um parênteses. O relatório do processo da Receita Federal comprova que as organizações Globo criaram um esquema internacional envolvendo diversas empresas em sedes por todo o mundo para mascarar a compra dos direitos da Copa do Mundo de 2002. O objetivo principal seria o de sonegar os impostos que deveriam ser pagos à União em pela compra dos direitos.

A engenharia da Globo para disfarçar a operação envolveu dez empresas criadas em diferentes paraísos fiscais. Todas essas empresas pertencem direta ou indiretamente à Globo, segundo os documentos. O esquema funcionava de modo que o dinheiro para a aquisição dos direitos era pago através de empréstimos entre empresas pertencentes à Globo sediadas em outros países. Deste modo, a empresa brasileira TV Globo, não gastava dinheiro diretamente com a operação. Posteriormente, as empresas que detinham os direitos de transmissão eram compradas pela TV Globo.

A compra dos direitos da Copa de 2002 e 2006 pela Globo foi tensa. A emissora assinou contrato, em 1998, com a empresa ISL, que quebrou meses após o pagamento da Globo de US$ 60 milhões. A empresa nas Ilhas Virgens Britânicas era de fachada e só foi usada para intermediar o pagamento dos direitos dos jogos da Copa.

Em 2001, as negociações foram retomadas com a alemã Kirch, sucessora da ISL que assumiu os US$ 60 milhões já pagos Com o acordo, a emissora aceitou pagar US$ 440 milhões pelas duas Copas (2002 e 2006). 

A Fifa teve uma isenção fiscal de aproximadamente R$ 1 bi. Isso aconteceu por conta da Lei 12.950, que diz:

Dispõe sobre medidas tributárias referentes à realização, no Brasil, da Copa das Confederações Fifa 2013 e da Copa do Mundo Fifa 2014; promove desoneração tributária de subvenções governamentais destinadas ao fomento das atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica nas empresas. 

O Mundial de 2010, realizado na África do Sul, rendeu US$ 4,1 bilhões (R$ 13,3 bilhões) e o de 2006, na Alemanha, obteve US$ 249 milhões (R$ 811,7 milhões) de lucro. 


O valor do contrato entre Fifa e Organizações Globo não foi divulgado. Também não se sabe quanto o grupo investiu para adquirir os diretos de transmissão da Copa ou ganhou pela produção do vídeo oficial do slogan do torneio e pela ajuda na realização da festa do sorteio preliminar da Copa do Mundo de 2014, no ano passado. Não se sabe também quanto custou a festa da cerimônia do sorteio, apresentado por Fernanda Lima e que teve convidados inusitados, como o chefe Alex Atala. 

As Organizações Globo já garantiram as Copas de 2018 e 2022. Porém a Fox Sports também exibirá a Copa na Rússia. As partes envolvidas entraram em acordo. A Globo que, por sinal, cedeu direitos de imagem para a também emissora carioca na edição do ano passado.

Só que a Fifa não privilegiou apenas a emissora brasileira. Ela também vendeu para as emissoras norte-americanas. O valor total, de mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 1,7 bilhão), é recorde nos Estados Unidos para a compra de direitos de transmissão de futebol. O esporte não é popular. 

Mesmo com o lucro expressivo da entidade, algumas das arenas que abrigaram os jogos da Copa no Brasil se tornaram verdadeiros "elefantes brancos". A Arena Amazônia está às mocas. R$ 680 milhões por ano para mantê-la. Porém o estádio receberá alguns jogos nas Olimpíadas. Arena Pantanal está fechada para reformas. E o Mané Garrincha virou escritório de governo.

A área de transportes também foi afetada, uma vez que não foram concluídas as obras que foram prometidas pelo Governo Federal e Estadual. Os aeroportos têm situações precárias. As rodovias, idem. 

Quanto o Brasil ganhou? A crise! Patrocinou tudinho, e ainda teve que pagar para obter o perdão pelo déficit fiscal. Mais um gol da Alemanha. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Dilma anuncia medidas de modernização do futebol. Era realmente preciso?

O governo federal apresentou há instantes uma medida provisória com propostas para modernização do futebol. Entre as medidas, segundo o ministro do Esporte, George Hilton, existe a possibilidade de os clubes renegociarem suas dívidas em parcelas ao longo de até 20 anos. O cronograma de pagamentos das dívidas deve ser feito até 2021.

Os clubes deverão se comprometer com 7 medidas:

1. Publicar demonstrações contábeis padronizadas e auditadas;
2. Pagar em dia as obrigações tributárias, trabalhistas e direito de imagem;
3. Gastar no máximo 70% da receita bruta com o futebol;
4. Manter investimento mínimo e permanente nas categorias de base e no futebol feminino;
5. Não realizar antecipação de receitas a não ser em situações especificas;
6. Adotar um cronograma progressivo de redução dos déficits;
7. Respeitar todas as regras de transparência da Lei Pelé.

As dívidas serão parceladas em 240 meses com o reajuste pela Selic. Nos três primeiros anos, o pagamento será de 2% a 6% das receitas dos clubes.

Os clubes que não cumprirem com suas obrigações salariais e trabalhistas poderão perder pontos nas competições de futebol. 


Dilma está refinanciando dívida de clubes (que ganham milhões) e devem bilhões aos cofres públicos. É preciso mesmo criar uma MP do Futebol para que os clubes paguem os salários e direitos de imagem dos jogadores em dia? Os clubes, que hoje são empresas, precisam ter esse conhecimento desde a sua fundação. Não era preciso criar uma MP para que os mandatários que pensam apenas no lucro arcarem com suas funções.

É preciso aprender a pagar as contas. Os mandatários terão mais uma facilidade, já que esse refinanciamento é facultado. O futebol brasileiro precisa de responsabilidade.

A única parte agradável é a ajuda ao futebol feminino, que está desvalorizado no cenário atual. Apenas é lembrado quando é ano de Pan-Americano e Olimpíadas. É uma luz no fim do túnel.

A MP mexe com as reeleições infindáveis nas federações e nos clubes, além de impor o investimento nas categorias de base — a chave da revolução no futebol. Dilma está comprometida em mudar o futebol, de uma forma que, particularmente, não me agrada. Aguardemos a postura da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, onde os parlamentares vão poder apresentar emendas e modificações.

O 7 a 1 sofrido pelo Brasil na Copa do Mundo do ano passado também foi lembrado. Segundo George Hilton, aquele momento foi “sinal eloquente de que alguma coisa ia mal” no futebol brasileiro. Dilma foi além. "Nos últimos tempos, isto (posto de País do futebol) tem sido colocado em xeque. Não só pelo placar da semifinal contra a Alemanha, que ficará para sempre gravado em nossa memória. Mas principalmente pela administração de nosso futebol, que resulta em alto nível de endividamento".

O Bom Senso mostra que ainda tem força. A forma como a MP está é a prova disso. Junto com o Governo criou mecanismos para organizar o futebol. Vale lembrar que a bancada da bola foi contra no anúncio da MP do futebol, uma vez que reúne congressistas ligados aos clubes e federações de futebol, que apenas querem mamar na teta das entidades, principalmente a CBF, que de forma indireta, teria doado dinheiro às campanhas de 1998 e 2000. Essa mesma bancada foi a responsável por criar a Timemania, uma loteria esportiva que serve para ajudar os clubes de futebol a refinanciarem e pagarem suas dívidas.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Andrés Sanchez destila mentiras na TV e confronta com seu próprio discurso

O ex-presidente do Corinthians e atualmente Deputado Federal, Andrés Sanchez esteve presente no programa Bate Bola, da ESPN Brasil. Sempre polêmico e irreverente, Sanchez teve momentos de fúrias com os jornalistas da emissora, principalmente com a repórter Camila Mattoso. 

Camila Mattoso colocou Andrés na berlinda quando o questionou sobre os naming rights da Arena Corinthians, sobre a venda de camarotes e cadeiras cativas e sobre a relação com outros dirigentes do clube. 

"A Camila fica preocupada com o que vai acontecer na Arena. Pode ficar tranquila", disse o atual superintendente do Corinthians. Andrés também disse que o acordo para ter naming rights na nova casa do clube paulista é difícil por 'conta do mercado difícil'. 

Vale lembrar que desde que começou a construção de seu estádio em Itaquera em novembro de 2011, o Corinthians planejava a negociação. No entanto, o clube encontrou dificuldade para escolher a empresa que irá batizar o local, adiando por anos a definição. "Quem sabe não anunciamos nos próximos dias ou meses. O torcedor pode ficar tranquilo", afirmou o ex-presidente à ESPN. 

Sanchez também comentou sobre a participação da Arena Corinthians na Copa do Mundo. "Não valeu a pena. Tivemos despesas", disse. "Nas Olimpíadas, não vamos repetir o erro", previu o Deputado eleito pelo PT. 

Andrés também foi perguntado sobre o mandatário da CBF. Sem pestanejar, ele disse que queria trabalhar com Ricardo Teixeira. Disse também que Alexandre Kalil, ex-presidente do Atlético-MG, 'faltou com a verdade' em dizer que abandonou o Clube dos 13 por conta de ganhar o estádio. 

Mas isso tem explicação.

O ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, tinha um aliado de peso em São Paulo: era o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez.


O então presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, não escondia o que desejava e, sobretudo, o que fazia no futebol. Em 2007, o Corinthians passou pelo vexame de ver a sua sede invadida pela polícia. Com autorização da Justiça, agentes recolheram documentos e computadores. O alvo era o então presidente Alberto Dualib.

Andrés Sanchez tinha sido vice-presidente de futebol de Dualib pouco antes: eram os tempos de Carlitos Tevez dentro de campo. Fora de campo, quem comandava era Kia Joorabchian (representante da então parceira MSI). O iraniano era acusado de usar o clube para lavar o dinheiro roubado pela máfia russa.

Kia e Andrés viraram íntimos. Saiam sempre juntos para aproveitar a noite paulistana. Dualib acabou condenado a três anos e quatro meses de prisão em regime aberto. Andrés escapou, não se sabe como.

Acuado pela polícia, Andrés pulou rápido para o barco da oposição. E acabou eleito presidente do Corinthians em 2007. É inegável a sua participação no clube. Reformulou a equipe, repatriou o Ronaldo Fenômeno e conquistou grandes títulos. 

Com fama de explosivo e boêmio, Andrés Sanchez virou um personagem importante, não apenas para o Corinthians, mas para a estrutura de poder do futebol brasileiro. Ele virou parceiro preferencial de Ricardo Teixeira, o ex-chefe da CBF. Foi assim que o presidente do time mais popular de São Paulo decidiu votar de acordo com os interesses de Teixeira e da TV Globo, na eleição para o Clube dos 13.

O advogado Francisco Mansur, que coordenava as adaptações do Morumbi para a Copa de 2014, disse que a decisão de excluir o estádio do torneio foi eminentemente política.

- O Morumbi ficou fora da Copa por uma decisão política do presidente da CBF e que também é o presidente do comitê organizador local.

No lugar do Morumbi, entrou Andrés Sanchez com o projeto da Arena do Timão, que teria o custo de R$ 1 bilhão, quatro vezes mais do que a reforma do estádio do São Paulo,

A obra do novo estádio precisava naquela época de R$ 420 milhões de dinheiro público - que viriam de incentivos fiscais da prefeitura. E mais R$ 400 milhões de empréstimo do BNDES, também dinheiro público. Ainda assim, a conta só fecharia com mais R$ 180 milhões.

Sobre a torcida organizada, Andrés Sanchez nunca escondeu que mantém um bom relacionamento com as torcidas organizadas do Corinthians. Mas ele disse que o Corinthians nunca cedeu ingresso às torcidas organizadas e que isso não acontecia na gestão Dualib. 

Porém, no programa “Bola da Vez”, também da emissora ESPN-Brasil, que foi ao ar no dia 1º de abril de 2014, curiosamente no Dia da Mentira, o ex-Presidente do SCCP, Andrés Sanchez, afirmou que fornecia ingressos aos organizados e metade dos ônibus necessários para viagens.

Disse, a quem quisesse ouvir, que, como presidente, tem o direito de fornecer ingressos a quem quer que seja! Sim, de fato, o dirigente de entidade privada tem direito de fornecer o ingresso a quem lhe convier, mas, por consequência, deve assumir as responsabilidades pelos danos causados por seus torcedores.

Vale ainda lembrar que em 2013 Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo fizeram acordo com o Ministério Público para não financiar torcidas organizadas. Só o Palmeiras não faz tal ato. Paulo Nobre se desvinculou das torcidas organizadas. Quem quer ver o jogo, tem que pagar. 

Andrés Sanchez vê a gerência dos clubes como principal fator do aumento da bolha salarial no futebol brasileiro. “Muito por culpa de dirigentes, que seguram jogador. A gestão vai melhorando, os clubes vão aumentando salário para competir e a despesa cresce”, entende. 

Outros pontos:
Andrés ainda disse que quando o Felipão foi demitido do Palmeiras, já estava contratado pela Seleção Brasileira. Afirmou que o salário do Vágner Love é o oitavo mais caro do clube. Ele também comentou sobre as manifestações que aconteceram no Brasil no dia 15 de março. "Manifestação legítima. O povo está certo em ir para ruas.". Para finalizar, comentou sobre o Bom Senso. "Eu apoio o Bom Senso. É um movimento dos jogadores que precisa ser ouvido. Inclusive, apoiei o Paulo André. Porém se perdeu no meio do caminho". 

Há 45 anos era inaugurado o Estádio Martins Pereira; Dadá Maravilha foi o autor do primeiro gol

Dia 15 de março de 1970. Foi nessa data que o Estádio Martins Pereira, localizado em São José dos Campos, interior de São Paulo, foi inaugurado. A partida de estreia do estádio foi entre Atlético-MG x Internacional. O jogo terminou 1 a 0. O primeiro gol foi marcado por Dadá Maravilha.


O Atlético-MG bateu o Internacional-RS por 1 a 0, gol de Dadá aos 29min do primeiro tempo. O duelo era válido por um torneio que ainda tinha Corinthians e Palmeiras. Não bastasse marcar o primeiro gol do Martins Pereira, Dádá tem outro motivo para guardar São José no coração. Foi aqui que o então jogador recebeu a notícia da convocação para a Copa de 1970.

A convocação, aliás, foi envolvida de polêmica. Afinal, ele foi o único jogador da história a ser convocado por um presidente da República. Emílio Médici exigia sua convocação. Como o técnico João Saldanha não aceitou, foi substituído por Zagallo.

Após o jogo entre mineiros e gaúchos, Palmeiras e Corinthians duelaram. Aos 28 minutos do primeiro tempo, Tales abriu o placar para o Corinthians. Três minutos depois, Dudu empatou o jogo. Na segunda etapa, logo aos 7 minutos, Paulo Borges desempatou o jogo para o Timão. Aos 15 minutos, César empatou novamente. O empate persistiu e a decisão foi para os pênaltis. Nos pênaltis, o Corinthians venceu por 2 a 1.

Revista Placar, do dia 27 de março de 1970
A decisão foi no dia 22 de março de 1970. Corinthians x Atlético-MG duelaram. Paulo Sérgio fez para o time paulista. Lola empatou. Nos pênaltis, o clube mineiro sagrou-se campeão.

terça-feira, 10 de março de 2015

Ceará x Fortaleza teve mais público que clássicos de São Paulo e Rio de Janeiro

O final de semana foi repleto de clássicos. Em São Paulo, tivemos o Majestoso (São Paulo x Corinthians); em Fortaleza, o Clássico-Rei envolvendo Ceará e Fortaleza; em Belo Horizonte, Cruzeiro x Atlético-MG. E no Rio de Janeiro, tivemos o clássico Vovô. Fluminense x Botafogo. 

Ceará e Fortaleza duelaram pela terceira vez na temporada, no sábado à noite, em partida valida pela quarta rodada do Campeonato Cearense, no Castelão. O Alvinegro defendia uma escrita de 13 partidas sem derrotas para o Tricolor. Eram três anos de invencibilidade. No entanto, de virada no fim, o time do Pici venceu, por 2 a 1, no Castelão. 

Os clássicos do Sudeste foram realizados no domingo. São Paulo x Corinthians e Cruzeiro x Atlético-MG jogaram às 16h, enquanto que Fluminense x Botafogo foi às 18h30. 

O Majestoso foi realizado no Morumbi. Domingo à tarde. A previsão era de que ao menos 25 mil pessoas comparecessem ao estádio. Apenas 18.720 pagantes, gerando uma renda de R$ 817.160,00. Ou seja, a média de cada ingresso foi de R$ 43,65. 

Já no clássico mineiro, o público foi maior, quase que o dobro de São Paulo x Corinthians. O público no Mineirão foi de 34.412 pagantes (35.390 público total). A renda dessa partida foi de R$ 1.368.285,00, concluindo que a média por ingresso foi de R$ 39,76. 

No Rio de Janeiro, o clássico mais antigo do Estado gerou apenas 21.795 pagantes. O público total foi de quase 25 mil. E a renda: R$ 694.640,00. Média de cada ingresso: R$ 31,87. 

No clássico de sábado, realizado no Castelão, 29.380 torcedores pagaram o ingresso, enquanto que o público não pagante foi de 855, gerando uma renda de R$ 522.643,00. Cada ingresso custou, em média, R$ 17,79. 

Conclusão: o clássico do Nordeste custou mais barato ao bolso dos torcedores, preenchendo alguns setores do estádio, principalmente no que diz respeito às áreas destinadas para as torcidas organizadas. Já o clássico paulista, foi a mais cara e menos produtiva (capacidade x público). No que diz respeito às rendas, o clássico envolvendo Cruzeiro x Atlético-MG foi mais lucrativa. Foi mais do que o dobro da renda de Ceará x Fortaleza e quase que o dobro do clássico carioca. 

O preço dos ingressos no Brasil (US$ 22,62) é cerca de o dobro do que se paga na Argentina ($12,22), Turquia ($11,20) e México (US$ 10,72), países com renda per capita semelhantes. Também é muito próximo ao que se paga na média na França ($25,35), país com Renda per capita 270% superior à brasileira*. 

Encher o estádio deveria ser prioridade total dos clubes, mesmo que para isso seja necessário praticar preços de ingressos mais compatíveis com a renda da população. Sabemos que há uma correlação direta entre interesse de mídia e de patrocinadores, com jogos em estádios cheios (e o inverso também é verdadeiro), portanto, “casa cheia” potencializa outras receitas dos clubes, além de aumentar o interesse dos jogadores. 

Em 2014, a Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro) pediu que os clubes reduzissem os preços dos ingressos para aumentar o público durante o Campeonato Carioca. De 2013 para 2014, a média de público pagante no estadual aumentou apenas em 432 pessoas. 

O produto futebol no Nordeste está tendo seu auge devido à Copa do Nordeste e às cotas de TV, principalmente do Esporte Interativo, primeiro canal de TV aberta que apostou na competição. Os clássicos agradam. E os preços, idem. 

O preço dos ingressos não é o único responsável pelo esvaziamento dos estádios brasileiros, entretanto é um dos mais relevantes. Mas tem algo pior para o futebol do que um jogo ruim disputado em estádio vazio? 

“Tenho certeza absoluta de que nem se a gente deixasse os portões abertos encheria o Morumbi.” (Ataíde Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol do São Paulo)

*Informação coletada do órgão Pluri Consultoria.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Mercado inflacionado, a bolha estourou, as folhas salariais ficaram fora da realidade. O futebol brasileiro vive seu pior momento financeiro

A situação financeira do Brasil não é a das melhores. Inflação, dólar em alta, Petrobrás às escuras. O mesmo acontece com o futebol. O tempo é de “vacas magras”, com cautela dos dirigentes, poucos investimentos dos clubes e apreensão em relação aos gastos na estrutura administrativa. Muito se discute sobre a renda e o público total dos jogos. 

Salários astronômicos, dívidas atrás de dívidas, filosofia arcaica. A mentalidade do futebol nacional mudou. É mais do que necessário apostar na base das temporadas anteriores e contratar peças pontuais – baratas –, que podem no futuro render lucros e garantir equilíbrio ao orçamento.

As cotas de TV ainda são um sonho para as equipes menos favorecidas no cenário futebolístico. Flamengo e Corinthians continuam dominando esse tópico. Porém o clube paulista pode ter uma defasagem, já que a TV Globo, dona do futebol, não transmitirá duas partidas do Corinthians na Libertadores. E a Fox Sports transmitirá com exclusividade as partidas contra o Danúbio e San Lorenzo. 

Nesta temporada, o Timão terá um déficit operacional que já atingiu R$ 60 milhões, segundo balanço de sua diretoria, devido às receitas abaixo do esperado e a gastos muito acima do previsto com contratações e salários de jogadores. Além disso, o clube tem que pagar a primeira parcela da Arena Corinthians e sofre para arranjar os famosos naming rights. Tanto é que o Corinthians aceitou reduzir de R$ 400 para R$ 100 milhões o valor oferecido no mercado. 

Segundo estudo da Itaú BBA, o Flamengo pode fechar o ano com um lucro de R$ 79 milhões, ao faturar R$ 316 milhões e ter despesas de R$ 237 milhões. Para isso, o clube rubro-negro deve se apoiar em três principais pilares: aumento de patrocínios, bilheteria e, principalmente, o programa de sócio torcedor. Somente com sua camisa, o Flamengo espera obter R$ 90 milhões em 2015.

Já o Fluminense luta para honrar com os salários dos jogadores, entre eles Fred, que ganha quase R$ 700 mil mensais. Conca foi para China. Diego Cavalieri ainda é uma incógnita. O Botafogo, por sua vez, retornou à Série B após 12 anos e luta para melhorar sua saúde financeira. De acordo com Carlos Alberto Torres, campeão com a Seleção Brasileira na Copa de 1970, a média salarial da equipe carioca é de R$ 50 mil.

O elenco do Botafogo está avaliado em 21,05 milhões de euros (cerca de R$ 69,4 milhões). Bahia, Vitória, Criciúma, Ceará, Santa Cruz, Náutico, Bragantino, ABC e América-MG fecham o top 10. Porém, o clube alvinegro traz nas suas camisas anúncios incomuns. Ontem, no clássico contra o Fluminense, foi a vez do “Secador Britânia 1900W” por R$ 49 em alusão ao Dia Internacional da Mulher na “Liquidação maluca” da Casa & Vídeo. O clube “inovou” mais uma vez: durante o intervalo, o preço caiu para R$ 39.

A jogada da Casa & Vídeo só começou a render no decorrer da semana passada, quando a loja começou na rede social a escolha do produto que seria exposto. A Casa & Vídeo, segundo o globoesporte.com, pagou R$ 140 mil pelos dois clássicos. O anúncio foi bom para a loja, mas não para os torcedores, que demonstraram insatisfação. 

Atlético e Cruzeiro terminaram 2014 à procura de novo patrocinador master, já que o Banco BMG deixou de investir no futebol. O sucesso acabou compensando o prejuízo orçamentário. Ao prever a difícil situação econômica de 2015, o alvinegro enxugou 20% dos gastos, principalmente na folha salarial. Diego Tardelli foi para o mercado exótico da Ásia. E o valor arrecadado será de R$ 208 milhões – seu principal patrocinador será a MRV Engenharia. 

Já o Cruzeiro negocia com a Caixa Econômica. Perdeu peças importantes nesta última janela de transferências. Everton Ribeiro foi para o Oriente Médio. Ricardo Goulart e Marcelo Moreno rumaram para a China. Lucas Silva preferiu o certo do que o duvidoso e acertou um contrato com o Real Madrid.

Crefisa, Prevent Senior, Faculdade das Américas (FAM) e Tim pagarão, juntas, cerca de R$ 50 milhões ao Palmeiras em 2015. O número é mais de seis vezes superior aos R$ 8 milhões que estavam previstos em orçamento para ganhos com patrocínio nesta temporada. E mais marketing está por vir, ou seja, maior lucro. 

O site “Máquina do Esporte” revelou na última semana que um túnel em forma de porco será utilizado para a entrada dos atletas no campo, também com patrocínios. Porém essa ideia não é exclusiva. O Red Bull Brasil, time que tem sua filial em Campinas, faz o mesmo. 

Grêmio e Internacional viveram em 2012 um ano extraordinário no campo das finanças. Com renovações de contrato com patrocinadores e, especialmente, com a TV Globo, os atuais dirigentes conseguiram saldar dívidas históricas. Hoje a situação não é bem assim. 

A dupla Gre-Nal precisa contar com a criatividade. Após enxugar o elenco, a equipe conseguiu reduzir a folha salarial. Mas ainda conta com Kléber Gladiador. O atleta não joga pela equipe gaúcha, mas o próprio clube paga os salários do atleta. Além disso, o Tricolor divide os resultados do seu novo Estádio com a OAS, o que gera uma redução nas receitas. Por conta disso, até as contratações estão sendo tratadas de maneira comedida pela nova gestão.

Já o Inter teve um desafio maior. Se no Beira-Rio não houve espaço para todos os sócios (são mais de 100 mil), imagine em um estádio do Interior? Por conta das obras para a Copa do Mundo de 2014, o clube foi obrigado a deixar de atuar temporariamente no seu estádio e teve que atuar em Caxias do Sul durante o primeiro semestre de 2013. As receitas foram poucas neste período. Mas após a Copa, a renda vem subindo gradualmente. 

A gestão do futebol brasileiro precisa de uma profunda transformação. Estamos vivenciando uma fase difícil. Os campeonatos não são atrativos para os torcedores e imprensa, principalmente televisiva. Vale aqui uma comparação com a NFL e a MLS, ambas ligas norte-americanas. 

A NFL negocia diretamente as cotas de televisão, uma das maiores fontes de receita, e repassa valores rigorosamente iguais aos clubes: cerca de US$ 200 milhões anuais. No Brasil, a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão, negocia números distintos com cada clube: Flamengo e Corinthians, por exemplo, recebem R$ 110 milhões por ano, enquanto times como Sport e Coritiba não ultrapassam os R$ 27 milhões. 

Os números do novo contrato da MLS, de duração de oito anos, não são revelados. Mas podem chegar, ou superar, os 70 milhões de dólares (R$ 158 milhões). O valor é dividido igualmente entre as 19 equipes da liga. As emissores Fox, ESPN, NBC e Univisión transmitirão 125 partidas por temporada. Mas os clubes podem arrecadar um "por fora", pois são livres para fechar contratos com emissoras locais de suas regiões.

Uma solução para a melhoria de receitas e atrair mais o público seria a entrada de empresas para gerir os eventos, como o trabalho da TV Esporte Interativo, que recentemente fechou uma parceria com a Turner, empresa norte-americana. Logo de cara, a parceria anunciou a transmissão exclusiva da Liga dos Campeões da Europa durante três temporadas. 

O Esporte Interativo, que tem sede no Rio de Janeiro, São Paulo e abrange o Nordeste, transmite a Copa do Nordeste. O canal de televisão a cabo apostou nas rivalidades regionais e reacendeu o futebol nordestino, onde a maioria dos clubes passou a frequentar divisões inferiores do Brasileirão. Além disso, o canal exibe a Copa Verde, no qual equipes da Região Norte e Centro-Oeste (exceto Goiás), mais o Espírito Santo disputam o torneio. O campeão ganha uma vaga na Copa Sul-Americana. 

O torneio nasceu a partir da proposta de se fazer uma competição regional, como a Copa do Nordeste. Ou seja, uma inovação para atrair o público de casa e uma saída para os torcedores acompanharem seu time nos estádios. 

Mercado inflacionado, a bolha estourou, as folhas salariais ficaram fora da realidade. O futebol brasileiro vive seu pior momento, tecnicamente e financeiramente. A modalidade precisa ser urgentemente repensada. 

domingo, 8 de março de 2015

Estatísticas de São Paulo 0 x 1 Corinthians

Confira as estatísticas de São Paulo 0 x 1 Corinthians. Danilo marcou aos 11 minutos do primeiro tempo.

Posse de bola: São Paulo 68% x 32% Corinthians
Finalizações certas: São Paulo 3 x 2 Corinthians
Finalizações erradas: São Paulo 7 x 4 Corinthians

Passes certos: São Paulo 440 x 183 Corinthians
Passes errados: São paulo 34 x 29 Corinthians

Cruzamentos certos: São Paulo 7 x 1 Corinthians
Cruzamentos errados: São Paulo 23 x 7 Corinthians

Desarmes: São Paulo 19 x 25 Corinthians
Viradas de jogo: São Paulo 7 x 3 Corinthians

Faltas: São Paulo 27 x 23 Corinthians
Pênaltis cometidos: São Paulo 0 x 1 Corinthians

Cartões amarelos: São Paulo 4 x 4 Corinthians
Cartões vermelhos: São Paulo 0 x 1 Corinthians

Impedimentos: São Paulo 9 x 1 Corinthians
Escanteios: São Paulo 3 x 3 Corinthians

quinta-feira, 5 de março de 2015

Corinthians faz pior partida do ano, mas vence; Internacional demonstra raça

Sem torcida no Nuevo Gasometro, o Corinthians venceu a equipe do San Lorenzo por 1 a 0, gol marcado por Elias aos 20 minutos do segundo tempo. A equipe de Tite não fez grande partida, mas contou com mais sorte e competência do que realmente juízo para chegar aos seis pontos e manter a liderança do grupo. 

O Corinthians sofreu contra o San Lorenzo e viu o atual campeão da Libertadores criar várias chances de marcar na partida. Entretanto, a equipe pecava nas finalizações. Além disso, vale destacar a partida que o Cássio fez. Foi o melhor jogador em campo. 

A entrada de Cristian deixou o Corinthians atuando no esquema 4-2-3-1. Jadson, Elias e Mendoza formaram a linha de três jogadores atrás de Danilo. Porém Tite decidiu colocar Petros na vaga de Mendoza, deixando a equipe sem atacante. Uma atitude arriscada e, pode-se dizer, inédita

O triunfo contra o San Lorenzo ainda impôs uma marca importante para o time alvinegro na Libertadores: foi a primeira vitória da equipe paulista na competição sul-americana em território argentino. Antes, em seis jogos, tinha um empate - contra o Boca na primeira partida da final de 2012 - e cinco derrotas. 


Outra equipe brasileira que entrou em campo pela Libertadores foi o Internacional. A equipe Colorada enfrentou o Emelec. O time da casa fez um bom início de jogo, trabalhando bem a bola no meio-campo e chegando com perigo à meta de Dreer. Vitinho acertou a trave e o gol saiu logo aos dez minutos. 

O Emelec não se abalou, abandonou as duas linhas de quatro, subiu a marcação e passou a tocar a bola com qualidade no ataque, usando sempre de muita velocidade, principalmente com o meia Bolaños. O Inter não conseguia mais sair jogando com qualidade e sofria para explorar os alas, o que deve ser primordial para buscar a virada. 

Na segunda etapa, o Internacional utilizou da virtude da Libertadores: a raça. Porém, primeiramente, usou a categoria e a inteligência. Nilmar apareceu dando bela assistência e Alex empatou a partida. A partir dai o time gaúcho continuou não sendo brilhante, mas mostrou garra. O gol de Réver concretiza. 

Mesmo com o resultado positivo, o clube gaúcho segue na segunda colocação do Grupo 4 da Libertadores, por ter um saldo de gols inferior ao do Emelec. Mas serve como respiro para os comandados de Diego Aguirre. 

terça-feira, 3 de março de 2015

Fair Play Financeiro: uma luz para o futebol brasileiro?

O Fair Play Financeiro está ativo no futebol brasileiro. Depois de muito impasse e empecilhos, a nova metodologia econômica para beneficiar os clubes está em vigor.  

O Fair Play Financeiro foi idealizado na Europa, em 2009. Entretanto, começou em 2011. Desde então, os clubes que se qualificam para as competições da UEFA têm de provar que não tem dívidas em atraso em relação a outros clubes, jogadores, segurança social e autoridades fiscais. Por outras palavras, têm que provar que pagaram as contas.

No ano passado, o país do futebol recomeçou uma discussão sobre o futuro dos clubes brasileiros. Os clubes brasileiros e o Bom Senso F.C., entidade que defende os interesses dos jogadores, chegaram a um acordo sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. 

Com endividamento recorde de mais de R$ 6 bilhões, sendo mais de R$ 4 bilhões de débitos fiscais e tributários, e o déficit acumulado dos 24 principais clubes do país nos últimos 5 anos chegando a R$ 1,4 bilhão o governo foi acionado para participar desse debate.

O órgão fiscalizador é dito independente, mas vai funcionar sob o comando da CBF. Ou seja, nada mudo. O correto seria os próprios clubes cuidarem de seus pertences. 

A regra, na verdade, já é regida há alguns anos no Campeonato Paulista. A punição só acontece se os jogadores denunciarem os empregadores, levando o caso para avaliação do STJD, co-irmã da CBF. Os clubes precisaram, nesse começo de temporada, aliviar suas saúdes financeiras. De que forma? Vendendo, emprestando, renegociando os contratos dos jogadores. 

Um exemplo é o Fluminense. Com o fim da parceria da Unimed, o time das Laranjeiras renegociou salários astronômicos, como o de Fred, e precisou dispensar alguns outros jogadores para desinchar a folha salarial, como o meia argentino Conca. O Santos, por sua vez, se livrou de Leandro Damião. Aliás, o time da Vila Belmiro perdeu peças importantes, como Aranha e Arouca, devido aos jogadores citados terem entrado na justiça, por conta do não-recebimento de salários. 

O Fair Play Financeiro foi idealizado para impedir que os clubes, em busca de sucesso esportivo, tenham problemas financeiros colocando em risco, até mesmo, seu futuro de longo prazo. Ou que os proprietários injetem dinheiro no clube por meio de um contrato de patrocínio com uma empresa com a qual está relacionado. 

Os objetivos do Fair Play financeiro da Uefa, segundo divulgado pela entidade, são:

– Introduzir mais disciplina e racionalidade nas finanças dos clubes;
– Tirar a pressão nos salários e no valor das transferências e limitar o efeito inflacionário;
– Encorajar os clubes a competir com suas receitas;
– Encorajar investimentos de longo prazo em categorias de base e infraestrutura;
– Proteger a viabilidade a longo prazo do futebol europeu de clubes;
– Garantir que os clubes acertem suas dívidas em um tempo apropriado.

A medida estava longe de ser uma unanimidade, mesmo na Europa. Por isso, era difícil de imaginar que os mandatários comprassem essa ideia. O Fair Play financeiro já se faz presente no Regulamento de Competições da CBF. Ou seja, para o Campeonato Brasileiro essa medida estará em vigor. 

Art. 105 – A CBF publicará, através dos regulamentos específicos de competições ou resolução da Presidência, normas sobre fairplay (jogo limpo) financeiro e trabalhista que estabeleçam requisitos e responsabilidades, visando ao saneamento fiscal e financeiro dos clubes, que ficarão obrigados a cumpri-las, sob pena de sofrerem as pertinentes penalidades desportivas.
Parágrafo único: O cumprimento estrito de tais normas, com a adoção de padrões gerenciais que resguardem o equilíbrio econômico-financeiro e competitivo dos clubes, é condição essencial para assegurar às agremiações o direito de participação nas competições, bem como a manutenção dos pontos e classificação conquistados.
A partir de agora, oficialmente, clubes que atrasarem salários, em competições oficiais organizadas pela entidade nacional, sofrerão punições, que irão desde a perda de pontos e até o rebaixamento, a exemplo do que é feito desde 2012 em São Paulo.
O Fair Play Financeiro no Brasil foi elaborado em 2009 pelo Sindicato de Atletas Profissionais de São Paulo (SAPESP) e apresentado na época à Federação Paulista de Futebol, no momento presidida por Marco Polo Del Nero, presidente eleito da CBF. 
Idealizador do projeto e o primeiro a levantar a bandeira da perda de pontos em casos de atrasos salariais, Rinaldo Martorelli, presidente do Sapesp e da Fenapaf, trabalhou durante anos para mostrar os malefícios dos atrasos.
O Fair Play Financeiro ocorre na Alemanha, Inglaterra e Espanha. Nesses três países específicos vivenciamos uma revolução no tipo de comportamento de todos os envolvidos no ambiente futebolístico. O Brasil copia a ideia, o que é positivo. Uma luz necessária para a profissionalização da gestão do futebol brasileiro? Só o tempo dirá. 

domingo, 1 de março de 2015

Estatísticas: Palmeiras 2 x 0 Capivariano

Na estreia de Arouca com a camisa do Palmeiras, Robinho foi o principal destaque da vitória palmeirense sobre o Capivariano, por 2 a 0, na Allianz Parque, que recebeu o maior público desde a sua inauguração. Precisamente 32.134 torcedores marcaram presença.

Robinho fez os dois gols da partida. O primeiro foi em uma cobrança de falta; já o segundo, após bela troca de passes.

Abaixo, vocês podem conferir as estatísticas desse duelo:

Posse de bola: Palmeiras 64% x 36% Capivariano
Desarmes: Palmeiras 20 x 18 Capivariano

Passes certos: Palmeiras 406 x 151 Capivariano
Passes errados: Palmeiras 34 x 29 Capivariano

Finalizações certas: Palmeiras 4 x 1 Capivariano
Finalizações erradas: Palmeiras 9 x 1 Capivariano

Cruzamentos certos: Palmeiras 7 x 0 Capivariano
Cruzamentos errados: Palmeiras 23 x 11 Capivariano

Lançamentos: Palmeiras 19 x 11 Capivariano
Viradas de jogo: Palmeiras 4 x 2 Capivariano

Faltas: Palmeiras 13 x 22 Capivariano
Impedimentos: Palmeiras 6 x 0 Capivariano

Escanteios: Palmeiras 8 x 5 Capivariano
Dribles: Palmeiras 4 x 3 Capivariano

Passes certos                                                                             Finalizações certas
Zé Roberto (PAL) 51                                                                 Cristaldo (PAL) 2
Robinho (PAL) 48                                                                     Robinho (PAL) 2
Gabriel (PAL) 47                                                                       Wigor (CAP) 1
Vitor Hugo (PAL) 41
Tobio (PAL) 41

Passes errados                                                                          Finalizações erradas:
Pedro Henrique (CAP) 10                                                         Wigor (CAP) 2
Zé Roberto (PAL) 8                                                                   Franci (CAP) 2
Rafael Marques (PAL) 7                                                           Rafael Marques (PAL) 2
Oliveira (CAP) 5                                                                       Gabriel (PAL) 2
Lucas (PAL) 4