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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Maurício Noriega fala sobre o livro de Oswaldo Brandão, o seu novo projeto e de sua relação com Jota Júnior

Jornalista, comentarista e escritor. Esse é o perfil de Maurício Noriega, nascido em 1 de julho de 1967, na cidade de Jaú, interior de São Paulo. É um dos profissionais mais conceituados no meio esportivo brasileiro. Com mais de 20 anos de carreira e mestrado em Jornalismo Digital, Noriega é respeitado por onde passa.

Em 2009, lançou seu primeiro livro, Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro. Cinco anos depois, escreveu Oswaldo Brandão - libertador corintiano, herói palmeirense. E recentemente divulgou que o terceiro livro está para ser lançado.

"É sobre o Rivellino. O objetivo é tentar explicar porque Roberto Rivellino encantou gerações de torcedores e jogadores que o admiram mesmo sem tê-lo visto jogar (apenas em vídeo)", disse em uma rede social.

Em entrevista ao Blog do Gabriel Dantas, o comentarista do SporTV contou alguns detalhes das suas obras já publicadas e de sua relação com Jota Júnior, uma vez que ele participará do documentário produzido por quatro alunos da Faculdade Cásper Líbero.

Há um ano você lançou o livro "Oswaldo Brandão - Libertador Corintiano, Herói Palmeirense". Como surgiu a ideia?
Surgiu em uma conversa com meu saudoso pai, Luiz Noriega, que era muito amigo do Brandão. Ele me ajudou a contatar a família do Brandão e a conseguir um farto material de pesquisa.

Quais foram as pessoas que você entrevistou?
Foram dezenas de pessoas, jogadores, ex-jogadores, familiares, dirigentes, jornalistas, gente do Brasil, da Argentina, do Uruguai.

Por que você escolheu escrever sobre ele?
Porque o considero uma das personalidades mais fascinantes do futebol brasileiro.

A repercussão foi positiva. Como você avalia os elogios?
Foi muito boa a recepção do livro, em especial num País que quase não lê, como o Brasil, e em uma área em que se lê menos ainda, o futebol.

Mas antes, em 2009, você escreveu "Os 11 Maiores Técnicos de Futebol Brasileiro". Qual foi o critério de escolha?
Avaliação de resultados e impactos como inovação, estratégia, longevidade, contando, principalmente, a partir da conquista da Copa de 1958 e do ano seguinte, 1959, quando foi realizado o primeiro torneio de âmbito nacional entre clubes no Brasil.

Qual foi o processo de produção utilizado para as produções dos livros?
Pesquisa, entrevista, checagem, o processo normal de uma produção de livro com viés jornalístico.


Já tem outro projeto em vista?
Em breve, provavelmente em agosto, lanço um livro sobre o Rivellino, um perfil do craque.







Recentemente, você participou do documentário sobre o Jota Júnior. Conte-nos alguns detalhes.
Na verdade ainda não gravei as entrevistas.

Quando você conheceu o Jota?
Conheci o Jota em 1987, quando meu pai e ele narraram os Jogos Pan-americanos para a TV Gazeta, num projeto especial, um pool de narradores. Fui acompanhar meu pai e conheci o Jota.

Qual foi a primeira transmissão feita com ele?
Não me lembrou ao certo o jogo, mas foi em 2002.

Como é o Jota dentro e fora das cabines?
Um grande companheiro de trabalho, amigo, parceiro, conselheiro, divertido, bom papo. Jotinha é uma companhia que todos da equipe querem ter em nossas transmissões e viagens.

Tem alguma história engraçada ou curiosa que vivenciou com o Jota?
Jota é uma grande figura. Um cara de uma tranquilidade sensacional. Certa vez, numa transmissão, um coordenador falou tanto que conseguiu a proeza de tirar o Jota do sério. Jotinha não teve dúvidas, tirou o fone de ouvido, narrou sem retorno, sem contato da coordenação, com a mesma categoria, até se acalmar por completo. No intervalo, pediu ao coordenador que o deixasse trabalhar pois sabia o que estava fazendo. Sem levantar a voz.

Qual a sua opinião sobre o mercado de documentários esportivos?
Temos muito material para ser pesquisado e pouca produção.

Para finalizar, qual seu melhor momento como jornalista? E pior? O que espera do futuro?
Espero que o pior já tenha passado há bastante tempo para eu não me lembrar e que o melhor ainda esteja por vir.

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