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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Palmeiras tem liderança dentro e fora de campo; algo que faltou em 2014

Um verdadeiro capitão. Líder. Com sua experiência, Zé Roberto mostra porque tem fôlego para jogar futebol e demonstrar tanta vontade em campo. A sua determinação não se limita aos quatro cantos do gramado. Vai além.

A preleção realizada antes da partida contra o Audax, no último sábado, na Allianz Parque, foi um claro sinal de que o clube paulista encontrou seu inspirador. O último havia sido Marcos, que sempre será lembrado pelas suas frases polêmicas, porém verdadeiras.

Zé Roberto é o autor de uma das mais emocionantes preleções já vistas no mundo da bola. Nenhum outro jogador será capaz de ter coragem para soltar palavras de incentivo e contagiar os companheiros.

Podemos até dizer que Valdívia é coisa do passado para o torcedor palmeirense. Alguém já viu o chileno reunir-se com os jogadores e até mesmo com o presidente Paulo Nobre para soltar que o time é grande? Creio que não. O camisa 10 apenas quer o seu futebol. Pouco importa os outros.

O discurso emocionado de Zé Roberto nos remete à campanha pífia que o Palmeiras fez na temporada passada. Ficou rodadas atrás de rodadas na zona de rebaixamento. Conseguiu se livrar do descenso na última rodada, após empatar com o Atlético-PR em 1 a 1, além do Santos ter vencido o Vitória-BA por 1 a 0.

Dentro de campo, o camisa 11 é inteligente, rápido e maestro. Comanda as ações da equipe, gesticula, pede calma para o restante do grupo. Faltou esse jogador na Copa do Mundo realizada aqui no Brasil.

Quando a Alemanha abriu 2 a 0 sobre a seleção brasileira, ele seria o jogador que colocaria a bola debaixo do braço, reuniria-se com o restante da equipe e comandaria, talvez, uma reação. Tínhamos Dante, Fernandinho, Luiz Gustavo. Jogadores que apenas sabem ganhar dinheiro no mercado europeu.


Não foi a primeira preleção de Zé Roberto. Antes do amistoso contra o Shandong, o recém-contratado assumiu o papel de líder e puxou a preleção do Palmeiras. Durante a conversa, disse que o 'objetivo é ganhar títulos e ser grande'. Foi vibrante, colocou brilho e sangue nos olhos dos outros. Palmeiras demonstra isso no começo de sua temporada. Fez um excelente jogo contra o Audax, mesmo sem Arouca, Dudu.

Com essa vontade, a famosa "Turma do Amendoim", como Felipão chamou alguns associados que se sentavam atrás do banco de reservas e faziam reclamações em sua primeira passagem pelo Palestra Itália, pode dar uma trégua. Irritado com as críticas constantes, o técnico se referiu aquele pessoal citando o petisco favorito do grupo. O apelido pegou de vez.

Duas ou três derrotas certamente serão suficientes para a turma do amendoim se manifestar, acionar as mortais cornetas. Sabemos disso. Alexandre Mattos não quer ouvir. Por isso contratou Zé Roberto, um atleta que merece respeito em todos os lugares. A união torcida-time-estádio precisa ser a chave de uma nova era no Verdão. E isso vem sendo feito graças às preleções do meia de 40 anos.

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