Uma semana se passou e Patrícia Moreira, a torcedora que ofendeu o goleiro Aranha, do Santos, de 'macaco', falou pela primeira vez sobre o caso. Emocionada, ela deu uma coletiva para os jornalistas e disse por várias vezes a palavra 'perdão'.
"Boa tarde, eu quero pedir desculpas ao goleiro Aranha. Eu não sou racista. Perdão. Perdão. Peço desculpas", afirmou a menina, muito nervosa.
Agora, querem discutir se o choro foi planejado ou armado pelo advogado Alexandre Rossatto. Na semana passada, fiz um post sobre o caso (clique aqui).
Linchamento público na torcedora não é a ideia mais viável. Ela tem que responder na Justiça, ser punida pelo Tribunal e ficar sem ir aos estádios - ou até mesmo ser presa. Mas o 'país da Copa' é o país em que a punição é zero.
Interdição da Arena do Grêmio, para ver se o torcedor aprende a respeitar seus semelhantes, é a ideia mais correta. Dessa forma, sou contra a expulsão da equipe na Copa do Brasil. O racismo não terá fim com atitudes severas, pois existem muitos torcedores racistas espalhados pelo Brasil afora.
A vida de Patrícia Moreira acabou.
Na coletiva, o advogado esclareceu que o maior desejo de Patrícia neste momento é pedir desculpa pessoalmente ao goleiro Aranha. Porém, Rossatto não informou como nem quando o encontro deve ocorrer. É uma atitude que, particularmente, considero acertada. É uma forma, mesmo que minúscula, de acabar com essa guerra entre Patrícia x Brasil.
Não passem a mão na cabeça dessa menina. Mas deem a chance dela vir pro outro lado. Deem uma chance de ela voltar à sociedade. E admitam que já estiveram do lado de lá. Que ela e o Grêmio quite a dívida com o Santos e o goleiro Aranha.
Que a Justiça faça sua parte!
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sexta-feira, 5 de setembro de 2014
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